Blog Automobilismo em Debate


 
 

MEMÓRIA DO ESPORTE

GRAZIELA FERNANDES

SALVADOR - Paraguaia de nascimento e brasileira de coração tinha sangue italiano nas veias, sua mãe era italiana, na sua pré-adolescência quis, pediu e ganhou uma pequena moto de 50cc. 

Já adolescente fez o Curso Normal e, gostando muito de motores e velocidade, fez também um curso Técnico de Engenharia de Motores. 

Nasceu no Paraguai, mas na primeira oportunidade mudou-se para o Brasil, e, já naturalizada, diz até hoje que se considera brasileira pelo tanto que gosta do país. 
Morando inicialmente no Rio de Janeiro e possuindo um carro esporte marca Willyes Interlagos, conversível, inscreveu-se em uma prova feminina, preliminar da "100 Milhas da Guanabara", onde correu patrocinada pela concessionária Cássio Muniz, que cuidou da preparação do carro.

Morava no Rio e querendo sempre estar perto de automóveis e motores tentou trabalhar na FNM, mas não conseguiu, depois tentou em São Paulo e conseguiu na Willys. Feliz da vida, mudou-se imediatamente para São Paulo e começou a trabalhar no Depto. de Engenharia Experimental como piloto de testes, testava tudo que seria lançado um ou mais anos depois. Os engenheiros introduziam modificações e os pilotos testavam.

Por essa época corriam na Equipe Willys, Wilson Fittipaldi e seu irmão Emerson Fittipaldi, o Moco e o Pereira Bueno, tentou correr pela equipe, mas não podia porque trabalhava na fábrica, então a Willys lhe cedeu um Renault 1093 para correr, o carro era da fábrica, mas não da Equipe, mas era a Equipe que preparava o carro.

Nessa época quem ajudou muito, ensinando, apurando seu dom natural de correr, foi Luiz Pereira Bueno, um piloto muito técnico e rápido. Sua primeira corrida com esse carro foi em Interlagos numa prova feminina, chegou em 3º lugar, depois correu em Piracicaba onde participou de duas corridas, Grupo II e Grupo III. Correu os Mil Km de Brasília de 1966 em dupla e com a Berlineta do "Tigrão" da Torke (Luiz Carlos Fagundes), mas foi a Equipe Willys que preparou o carro.

Não terminaram, o carro quebrou quando faltavam apenas duas horas para o final. Tinha uma de passeio, modelo Berlineta, que tirou zero na fábrica, com motor mais possante.

Saiu da então Ford-Willys quando a Chrysler a convidou em 1967 para montar um curso de mecânica para mulheres, iniciou o curso, mas na época, paralelamente, existia o Curso Marazzi de Automobilismo Depois da Ford foi trabalhar numa concessionária Volkswagem na Av. Ibirapuera em São Paulo, a Itapuã, como gerente de vendas de novos e usados.

Comprou um Karman Ghia com motor Porsche, mas o câmbio não agüentava, era curto, muito bom para arrancadas que em 68/69 foi patrocinado pela Ford que a chamou para fazer o curso na Ford. Lá foi ela para a Ford, o Marazzi fazia o curso para homens e ela um voltado para mulheres.

Esse período, 1968 e 69, com o autódromo de Interlagos fechado para reformas e desligada da Ford, não competiu, mas sempre continuou ligada aos automóveis.

Em 71 também participou, sozinha, das "VI 6 Horas de Interlagos", pelo anel externo e em 3 baterias, chegou em 7º lugar na geral. 

Em 1983, meses antes das Mil Milhas, seu marido quis correr em dupla com ela e como era uma corrida longa, boa, compraram um carro pronto, o Opala StockCar de Zeca Giaffone que havia sido preparado por Jayme Silva, mas como ele tinha sua equipe, então foi Vinicius Losacco quem preparou e deu assistência de pista.

Com gasolina nas veias, quando no ano de 1990 a convidaram para fazer o Campeonato de Off-Shore, barco, aceitou. Fez o Campeonato Brasileiro de Off-Shore de 1990 e se saiu muito bem, ficou em 3º lugar na categoria Off-Shore. "- Parei porque pararam as corridas de Off-Shore. Teve um tempo que parou, proibiram, senão eu teria continuado, era uma maravilha."

Por todo esse tempo teve moto Kawasaki Ninja de 900cc., avião (25 anos - 74/99), sempre carros com motores possantes. Isso nunca mudou, estava no sangue.

Quando em 1995, a mesma equipe, agora com barcos da categoria Fórmula 1, tinham 3 barcos, mas 1 dos barcos, o piloto, italiano, estava na Europa e não conseguiu vir, então a convidaram, era uma final de Campeonato na Represa de Guarapiranga em São Paulo e estavam na frente do campeonato, naturalmente aceitou. A corrida era no domingo, o convite foi na quinta, na sexta arrumou macacão, capacete, tudo, aí treinou no sábado, correu no domingo e chegou em 3º lugar.

Passagens da carreira de Graziela:

26/07/1964 - 100 Milhas da Guanabara/RJ - Prova Feminina - Barra da Tijuca - Willys Interlagos 998cc nº 19

22/11/1970 - X Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Alfa Romeo GTA 1.570cc nº 33 - C/Carlos Sgarbi

21/03/1971 - 12 Horas de Interlagos/SP - Alfa Romeo GTA 1.570cc nº 33 - C/Ciro Cayres

07/09/1971 - XII 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Alfa Romeo GTA 1.570cc nº 33

22/01/1983 - XIII Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Opala 4.093cc nº 21 - C/Carlos Alberto dos Santos



Categoria: Homenagens
Escrito por PG às 23:51
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NÃO HÁ COMO PREVER PRÓXIMO ANO

Foto: Grande Prêmio

SALVADOR - As mudanças no regulamento para o próximo ano vão determinar uma nova ordem na F-1. Essa é a visão de Robert Kubica para a próxima temporada. Entrevistado pelo site "Crash.net", o polonês declarou que o público precisa esperar para ver como será a categoria em 2009, e disse que não há como determinar se ele, ou a BMW Sauber, poderão repetir o desempenho deste ano.

Vencedor do GP do Canadá em dobradinha com colega de equipe Nick Heidfeld, Kubica afirmou que, apesar de cobrar bastante a BMW para que a performance do time não sofra uma queda como aconteceu no final do último Mundial, ficou satisfeito com os seus resultados ao longo do ano. "Depois que resolvemos os problemas que tivemos na pré-temporada, fomos muito fortes."

"Especialmente na primeira parte do ano, conseguimos lutar de igual para igual com a McLaren e a Ferrari, e tivemos bons resultados na Austrália, Bahrein, Malásia e Canadá", continuou o driver
. "Obviamente, eu queria ter lutado pelo título até o final, mas fiquei bastante feliz com o 2008 que tivemos", explicou.

Kubica confirmou sua opinião de que a temporada de 2009 não pode ser prevista antes dos primeiros testes com os novos carros, e disse que nem mesmo Ferrari e McLaren podem ser consideradas favoritas antecipadamente. "É impossível responder a isso, pois ainda existem muitas incertezas sobre o que teremos no próximo ano. No momento, todos procuram as melhores soluções."

"Ainda temos muitos testes antes do início do campeonato, e só saberemos de verdade o que vai acontecer quanto todos os bólidos
estiverem na pista", emendou o polonês, que revelou alguns dos principais pontos analisados com a versão híbrida do F1.08, já contando com parte do novo pacote aerodinâmico e os calçados slick.

"Perdemos a aderência aerodinâmica nas curvas rápidas, mas os slicks forneceram grip nas lentas. Isso altera completamente a maneira de guiar, e você tem de se ajustar a isso", falou o quarto colocado do Mundial de 2008.

Por fim, Kubica deu sua opinião sobre o KERS (sistema de reaproveitamento de energia cinética). Estreante no próximo ano, o equipamento será obrigatório a partir de 2010 - mas seu uso não deve determinar muitas mudanças durante as provas, segundo o piloto.

"Não acho que o KERS vá mudar o panorama geral. Os carros atuais freiam em um espaço muito curto para qualquer equipamento fazer a diferença. Por isso, digo que é muito cedo para prever qualquer coisa. Só espero que possamos lutar por vitórias e brigar na frente em 2009", concluiu.

Fonte: Grande Prêmio



Escrito por PG às 23:26
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MEMÓRIA DO ESPORTE

LUIZ VALENTE

SALVADOR - Nascido em 16 de outubro de 1910 no bairro da Consolação, na cidade de São Paulo, foi desde sempre um apaixonado por corridas. Assistindo Pintacuda, Von Stuck, Chico Landi, Nascimento Junior, correrem, ficava sonhando em ser piloto.

Cedo, com 20 anos, começou a trabalhar como mecânico na "Biscoitos Duchen", no bairro da Mooca, em 1950 a fábrica mudou-se para a Via Dutra numa moderna fábrica projetada por Oscar Niemeyer, e onde desenvolveu uma bela carreira chegando à chefe responsável pela oficina mecânica da fábrica. Mas o sonho de correr permanecia.

Na época da II Guerra, com o racionamento de combustíveis e a proibição de corridas que usassem gasolina como combustível, surgiu sua oportunidade de começar. Na "Duchen" desenvolvia aparelhos de gasogênio que eram adaptados aos caminhões da empresa, adaptou um deles em seu carro, um Ford Mercury, e inscreveu-se na "Semana do Gasogênio" onde disputou a prova "Interventor Fernando Costa", isso em 1943. Não se lembra o resultado, mas teve ai o início de sua carreira. Tinha então seus 33 anos e já era casado.

Após a prova e com total apoio da "Duchen" começou a fabricar um monoposto, nas próprias instalações da fábrica. Com chassi de fabricação própria e componentes de diversas origens, mais motor Ford V8 (8BA) com equipamentos "Edelbrock", e carenagem também desenvolvida por ele na fábrica, nasceu o primeiro  "Duchen Especial", pois, além do apoio logístico, a "Duchen" também o patrocinava.
 
Com esse apoio, que durou sua carreira toda, ele construía, reconstruía, modificava, aperfeiçoava e alterava a aparência de seus "Duchen Especial", até comprar, em 1964 uma Alfa-Romeo/Corvette de Camilo Cristófaro e que depois vendeu ao Justino de Maio.

Sua carretera, segundo me disse, inicialmente era seu próprio carro de uso pessoal, um Ford Coupe 1938 equipado com motor V8 (8BA) com equipamentos "Edelbrock", e que após cada corrida eram colocados de volta os pára-lamas, capô e acessórios. (por exemplo: as portas, pesadas, eram substituídas, nem sempre é claro, mas quase, por réplicas em madeira, mais leve, não havia ainda a fibra de vidro), "-...não haviam muitas corridas, não compensava manter dois carros", disse ele. Esse carro era usado só para as provas de "Mil Milhas" e foi usado até 1961, sua paixão eram os "charutinhos" (fórmulas).  Em 63 comprou uma carretera Ford 1934 do Claudio, que era mecânico do Justino de Maio, e que equipou com um motor de F-600 com carburador Quadrijet, comando de válvulas de competição e um balanceamento super bem feito. Seu Ford Coupe/38 então ficou apenas para uso pessoal.

Passagens da carreira de L. Valente:

15/08/1948 - I Circuito de Campinas/SP - Ford V-8 Adaptado 3.280cc

03/08/1952 - III Prova "Crônica Esportiva Paulista" - Interlagos/SP - Duchen Especial/Ford nº 22 - 3.800cc

28/11/1954 - 100 Milhas do IV Centenário - Interlagos/SP - Duchen Especial/Ford nº 22 - 3.800cc

25/08/1957 - IV Prova Cinqüentenário do ACB - MN - Interlagos/SP - Duchen Especial/Corvette nº 22 - 4.500cc

05/04/1959 - III Circuito de Pirajuí/SP - Duchen Especial/Corvette nº 22 - 4.500cc

27/03/1965 - II 1600 Km de Interlagos/SP - Com Luiz Carlos Valente - Carretera Ford/F-600 nº 22 - 4.200cc

20/03/1966 - Prêmio APVC - TFL - Interlagos/SP - Carretera Ford/F-600 nº 22 - 4.200cc



Categoria: Homenagens
Escrito por PG às 17:46
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CRISE FINANCEIRA DEVE DECRETAR FIM DA HONDA 2009

Foto Grande Prêmio

SALVADOR - A Honda deve anunciar nas próximas horas sua retirada da Fórmula 1. O motivo principal é a crise financeira, que fez a montadora japonesa assistir a uma queda em suas vendas em todo o mundo, o que resultou na saída de funcionários e no adiamento de planos de expansão.

Como a equipe de F-1 não tem apresentado resultados que justifiquem o investimento aproximado de US$ 400 milhões por ano (cerca de R$ 1 bilhão), ela deve perder seu lugar no planejamento da empresa.

Caso seja confirmada, a saída da Honda pode deixar o grid da categoria com apenas 18 carros. Por isso, nos próximos dias, os funcionários aguardam que um comprador apareça para gerenciar a equipe. O dono dos direitos comerciais da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, deve ajudar os japoneses a encontrar um novo dono para a escuderia.

A saída da Honda da Fórmula 1 deve causar efeito imediato no mercado da categoria. Afinal, a equipe tem Ross Brawn, um dos mais conceituados engenheiros do Mundial, além do inglês Jenson Button - já com contrato assinado para 2009.

Sem a Honda, caem também as chances de Rubens Barrichello continuar na categoria. Bruno Senna, que disputava com o veterano um lugar na escuderia, também fica momentaneamente sem destino para a próxima temporada.

As esperanças do sobrinho de Ayrton Senna passariam a concentrar-se na Toro Rosso, que ainda tem dois cockpits disponíveis. Ou na hipótese de um possível comprador da Honda precisar de um piloto com bons patrocinadores, o que é o caso do atual vice-campeão da GP2, que além do talento nas pistas carrega um sobrenome com forte potencial comercial.

Supreendentemente a Toyota pode seguir o mesmo caminho em 2010.

Fonte: Yahoo!



Escrito por PG às 20:11
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