Blog Automobilismo em Debate


MEMÓRIA DO ESPORTE

CAMILO CHRISTOFARO

SALVADOR - Nasceu em São Paulo (SP) no dia 27 de abril de 1928 no Bairro do Canindé e foi lá que passou sua vida toda. Sua mãe, Dna. Esperança, era irmã de Chico Landi, mecânico e corredor de automóveis. Aos 12 anos Camillo esteve presente na inauguração de Interlagos (17/05/1940) e assistiu o tio chegar em 2º lugar na prova “III Grande Premio Cidade de São Paulo”. Seu outro tio, Quirino Landi, também participou.

Foi estudar no SENAI no Bairro do Brás (torno, fresa e plaina), mas antes, já os 14 anos, começou a trabalhar, inicialmente de ajudante numa oficina mecânica na rua onde morava,aos 18 anos foi prestar serviço militar e ao dar baixa tirou carteira de habilitação. Com a carteira passou a trabalhar guiando caminhão, até 1951 com 23 anos.

Aos 24 anos, (1952), montou oficina própria e também se casou com Dna. Wilma. Pouco depois começou a construir o seu carro de corrida, um monoposto Mecânica Nacional usando a estrutura do chassi de um Alfa Romeo, com motor Ford e o resto montado a partir de peças de diversas origens, além de uma carroceria feita por ele mesmo. Levou quase 3 anos para construir o carro que recebeu o nº 18 em homenagem à data de aniversário da esposa, como  seu filho gostava de ver gibis e adorava as histórias dos lobinhos, Camillo mandou pintar um lobinho no carro.

Em 1957 obtêm sua primeira vitória, em 57 tem também seu primeiro acidente sério, na “IV Prova do Cinqüentenário do ACB” vinha em segundo quando a manga de eixo se partiu e o carro sem a roda dianteira esquerda foi de encontro ao barranco, Camillo por  sorte nada sofreu. Na prova “ 500 Quilômetros de Interlagos” participou em dois carros, fez dupla com Djalma L. Pessolato em seu “Camillo Especial”, agora com motor Corvette e fez dupla também com o tio, Chico Landi, no Perfect Cicle Especial. Mas, abandonam logo no inicio, com 7 e 4 voltas 1956, respectivamente.

Em 1970, com Interlagos reaberto voltaram as corridas, mas Camillo também correu no Paraná e na inauguração do Autódromo de Tarumã (RS), onde, apesar de ter largado em ultimo pois não treinou, terminou em 3º lugar, atrás apenas do Fúria de Jayme Silva e do Bino Mark II de Pereira Bueno, dois carros construídos por Toni Biano. Com esse mesmo carro ganhou a prova de velocidade da Av. Marginal, em São Paulo, quando atingiu 236.74 km/h no quilômetro lançado. A prova foi um festival de recordes, em linha reta, na Marginal do Rio Pinheiros em São Paulo. Camillo correu com a carretera até 1971, a categoria TFL já não existia mais, seu carro enquadrava-se na Divisão 4 (protótipo nacional com motor estrangeiro).

Sua última corrida com a carretera foi a 1ª etapa da Copa  Brasil de 1971 (11/12), a partir da 2ª etapa (18/12/1971) estreou o protótipo Fúria/Ferrari que havia encomendado ao carrozieri Toni Bianco, fez apenas 2 corridas com esse motor. Para se adaptar ao regulamento trocou por um motor Dodge Chrysler nacional, correu com ele os anos de 1972 e 73 e a partir da “Mil Milhas” de 1973 passou a usar um Ford Maverick V8, até que em 1975, aos 47 anos, realizou um de seus sonhos, correr em dupla com o filho Camilinho, então com 22 anos, na prova ”6 Horas de Interlagos”, estavam na liderança quando faltando menos de 1 hora para terminar Camillo recebeu placa para pit-stop na próxima volta, mas na Curva do Sol perdeu o traçado e colocou uma roda na grama ainda molhada da chuva e o Maverick escapou e bateu no guard-rail externo, chegou ao box falando que era um “salame”, que corria a mais de 20 anos e cometera uma besteira.

Continuou correndo de Maverick o Campeonato de 1975 e fez 3 provas do Campeonato de 1976, aí parou de correr, mas não de preparar carros.

13 anos depois, em 1989, já com 61 anos, Camilinho (36 anos) o convence a correr mais uma “Mil Milhas”, correram com um Chevrolet Opala equipado com cambio Corvette e um motor de aproximadamente 300 cavalos. Foram 197 voltas, pouco mais de 11h34min. e um 3º lugar na geral e 1º na categoria Força Livre Nacional.

Foi esta sua última corrida e, coincidentemente, também a última “Mil Milhas” realizada no circuito antigo que ele tanto conhecia, no final daquele ano Interlagos foi fechado e a pista reformada, foi reduzida de seus quase 8 Km para 4.309 metros.

Passagens da carreira de Christofaro:

08/04/1956 - Abertura da Temporada do ACB - Interlagos/SP - Camillo Especial/Ford 3.917cc nº 18

07/09/1957 - I 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Camillo Especial/Corvette 4.343cc nº 18 - c/Djalma L. Pessolato

23/02/1958 - Prova Crônica Esportiva Paulista - Interlagos/SP - Camillo Especial/Corvette  4.343cc nº 18

15/10/1972 - Campeonato Brasileiro Div.4 - 3ª Etapa - Interlagos/SP - Furia/Chrysler 5.212cc nº 18

18/05/1975 - 6 Horas de Interlagos/SP (500 Milhas Itacolomy) - Ford Maverick 4.950cc nº 18 - c/Camillo Christofaro Jr.

17/10/1976 - 5ª Etapa do Paulista de Div.3 - Interlagos/SP - Ford Maverick 4.950cc nº 18

22/01/1989 - XIX Mil Milhas Brasileiras - Interlagos/SP - Chevrolet Opala 4.093cc nº 18 - c/Camillo Christofaro Jr./Americo Bertini



Categoria: Homenagens
Escrito por PG às 16:48
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ALONSO RUMO AO TRI?

Foto: Grande Prêmio

SALVADOR - O bicampeonato não é suficiente para Fernando Alonso. Falando à rádio espanhola "Cadena SER" nesta quinta-feira (27), o piloto da Renault afirmou que não pensa em se aposentar da F-1 antes de conquistar seu terceiro título mundial. E, mais uma vez, garantiu que não tem nenhum problema de relacionamento com Lewis Hamilton.

"Estou mais ou menos convencido de não deixar a categoria antes de ser campeão
outra vez", declarou Alonso, que também foi perguntado sobre a possibilidade de guiar pela Ferrari no futuro, mas preferiu não falar sobre a escuderia italiana. "Uma resposta sobre isso, agora, seria errado", afirmou.

E, sobre Hamilton, Fernando explicou que a imprensa e a torcida fizeram com que a situação fugisse de controle. "Nossa relação não é ruim como dizem na Inglaterra e na Espanha
. Eu dei os parabéns pelo título, assim como fiz com Kimi em 2007, e disse para ele aproveitar. Ele disse 'obrigado', e assim foi", concluiu o espanhol.

Será que a Renault pode fazer ele campeão novamente em 2009? O que vcs acham?

Fonte: Grande Prêmio



Escrito por PG às 16:22
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Por: FLÁVIO GOMES

SÃO PAULO - Minha meia-dúzia de leitores sabe que de vez em quando eu me meto a acelerar carros de corrida antigos, para matar a saudade de um tempo que não vivi. Até julho, meu companheiro de aventuras foi um DKW 1963, eternizado como #96, número que escolhi para homenagear Norman Casari, um dos grandes dos anos 60/70. Foram seis anos na pista, mais de 50 corridas, um monte de troféus, nenhuma vitória, algumas quebras, enormes frustrações, imensas alegrias.

Mas ele chegou ao limite de desenvolvimento possível para um carro de 45 anos, e hoje repousa no Museu do Automobilismo Brasileiro em Passo Fundo (RS), sob os cuidados do colecionador Paulo Trevisan. Em meio a uma porção de carros famosos e históricos, o que é uma honra. Para ele e para mim...

As novas peripécias sobre rodas começaram sábado passado, com a estréia do meu novo carro velho em competições. Um Lada. O quê? Um Lada?, vão perguntar. Uai, o que tem? Um Lada, ora. Lada, aquele russo?, vão continuar perguntando. Não, aquele soviético, responderei.

Foto: Grande Prêmio

É isso aí, soviético. Resolvi colocar na pista um carro que é clássico não só por sua trajetória automobilística, mas também por sua história geopolítica. O seda Lada 2105, exportado para o Brasil entre 1991 e 1995 rebatizado como Laika, é um dos dez carros de maior produção em todos os tempos (li isso um dia desses), com 18,5 milhões de unidades fabricadas.

Fazem esse carro até hoje em Togliatti, uma cidade russa que recebeu o nome de famoso dirigente do Partido Comunista Italiano. Na época, início da década de 60, a Fiat vendeu à URSS uma fábrica inteira e o projeto completo do modelo 124, que acabaria dando origem ao “nosso” Laika.

Meu carrinho de corrida, portanto, foi montado por legítimos operários comunistas num tempo, não muito distante, em que o mundo era dividido em dois: EUA de um lado, URSS do outro — e os demais torcendo para ninguém apertar um botão vermelho numa maleta.

Correr de Lada não é uma total excentricidade, visto que esses carros ainda disputam corridas em países do Leste europeu e também na Alemanha. Há um campeonato específico para Ladas e Trabants, aquele da antiga Alemanha Oriental. E eles são fortes em ralis, também, especialmente na Hungria. Receitinha básica e eficiente: motor dianteiro, tração traseira, robusto e resistente, bom de “chão”, como a gente diz... Um brinquedinho interessante.

Apesar dessa longa história nas pistas do lado de lá do Atlântico, desconfio que nunca um Lada tinha pisado no asfalto de Interlagos antes, muito menos um Lada de competição. E o meu, que já tem até nome — Meianov, por causa do número pornográfico —, estreou bem. Os freios estavam ruins, mas ele foi até o fim, virando tempos bem aceitáveis, batendo nos 170 km/h de final e média de 110 km/h numa pista que não é exatamente de alta (a média de uma volta na F-1 é de cerca de 210 km/h, menos que o dobro; e digamos que um carrinho de F-1 custe um pouco mais que o dobro de um Lada...).

E assim começou uma nova historinha para este colunista-piloto. Afinal, escrevo sobre corridas. É bom experimentá-las de vez em quando.

Fonte: Grande Prêmio



Escrito por PG às 16:17
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MEMÓRIA DO ESPORTE

AROLDO LOUZADA

SALVADOR - Nasceu na cidade de Matão, próximo à Araraquara, região central do estado de São Paulo, no dia 09 de fevereiro de 1939, filho do oficial da PM (Policia Militar) Pedro Louzada e Dna. Jacomina Natal, tinha uma irmã, e quando ainda era criança, devido a transferência do pai, a família se mudou para São Paulo indo morar no Bairro do Tatuapé. Lá, cresceu, estudou e se iniciou na prática esportiva, praticou remo no Sport Club Corinthians Paulista, onde chegou a vencer um campeonato.

Ainda no bairro do Tatuapé, já mais velho, abriu com o pai a empresa de plásticos, Louzada & Louzada Ltda., casou-se, fixou residência na Rua Francisco Marengo, abriu oficina mecânica, até que em 1963, aos 33 anos, começou a correr de automóveis, no mês de março inscreveu-se na prova “12 Horas de Interlagos” para carros nacionais, correu com um Simca Chambord tendo como parceiros: Alcides Camporezzi e Arnaldo de Almeida. Logo em seguida participou de outra prova longa, a “12 Horas de Brasília”, a bordo de um Simca Rallye em dupla com Justino de Maio, corredor do Tatuapé que viria a vencer a prova “Mil Milhas Brasileiras” de 1965. 

Como sua aspiração era correr com verdadeiros carros de corrida, não com carros de turismo tipo GEIA (Grupo Executivo da Indústria Automobilística) que eram quase originais, nem os pára-choques eram retirados, comprou então de Ubaldo Cesar Lolli um carro Maserati, monoposto da categoria Mecânica Nacional abaixo de 2.500cc.

Agora que tinha um verdadeiro “carro de corrida” não podia ficar de fora da maior prova da categoria, o “500 Quilômetros de Interlagos” realizado no Dia da Independência, 7 de setembro, pelo anel externo da pista antiga de Interlagos. Sua Maserati/Simca foi preparada por ele em sua oficina da Rua Vilela, mas ela o traiu, pouco antes da largada quebrou, e por isso não pôde correr, sua participação se limitou aos treinos e à classificação.

No final de 1963 participou da prova "1500 Quilômetros de Interlagos” com o Simca, dessa vez em parceria com Vitório Azzalin, outro piloto do Tatuapé que viria vencer, em dupla com Justino de Maio, a prova “1000 milhas brasileiras” de 1965. Em 1964 participou do “GP Rogê Ferreira”, de novo com sua Maserati/Simca nº 47, e novamente ficou com o 3º lugar na categoria MN-2.5

Em 1965, já tendo desistido de correr, foi convidado pelo amigo Ayres Bueno Vidal a fazer dupla em sua Carretera/Ford nº 1 da prova 1600km de Interlagos, prova que foi marcada pelo grande numero de quebras, largaram 32 carros 1964 - Largada do GP Rogê Ferreira, mas só 13 cruzaram a linha de chegada, e eles, apesar de estarem indo bem, também foram uns dos muitos que abandonaram por quebra.

Depois dessa prova parou, não correu mais, mas manteve por alguns anos a oficina mecânica.

Sempre foi um apaixonado por motos, e com uma delas sofreu um grave acidente que o obrigou a ficar parado por muito tempo. Quando largou a oficina passou para outro ramo de negócios que nada tinha a ver com automóveis ou automobilismo, passou para o ramo gráfico, onde se saiu muito bem, chegando mesmo a abrir uma empresa: “Lixto - Serviços Gráficos em geral - Off-set, Tipografia e Fotolito”, por essa época mudou sua residência para o bairro do Brás, vizinho ao Tatuapé.

Aroldo foi casado duas vezes, no primeiro casamento teve um filho e uma filha, e no segundo teve dois filhos.

Faleceu aos 68 anos de idade em 29 de fevereiro de 1998, vitima de um ataque do coração fulminante.

Passagens da carreira de Louzada:

10/03/1963 - 12 Horas de Interlagos/SP - Simca Chambord 2.432cc nº 48 - C/Alcides Camporezzi/Arnaldo de Almeida

30/06/1963 - Prêmio Aniversário ACESP - Interlagos/SP - Maserati/Simca 2.432cc nº 48 - C/Arnaldo de Almeida

10/11/1963 - 500 Quilômetros de Interlagos/SP - Simca Rallye 2.432cc nº 48 - C/Victorio Azzalin

26/04/1964 - Prêmio Constantino Cury - Interlagos/SP - Maserati 300S 2.898cc nº 47



Categoria: Homenagens
Escrito por PG às 20:30
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F-SUPERLIGA 2008

Foto: Grande Prêmio

SALVADOR - A F-Superliga fechou sua 1ª temporada no circuito malaio de Sepang, palco utilizado também pela F1.

O time (sim, time e não equipe!) que levou o caneco nesta edição número 1 foi o chinês Beijing Guoan, guiado pelo piloto britânico Davide Rigon. Acho estranha essa relação piloto e time, acho muito ruim a falta de identificação entre ambos. O piloto deveria ser do país do time de futebol e ainda por cima torcedor do mesmo. Muito estranho, por exemplo, ver o declarado são paulinho Pizzonia guiando o bólido do Timão, seria a mesma coisa de eu dirijir o carro do meu arqui-rival tricolor aqui em Salvador.

Bom, vcs podem me perguntar, mas a A1GP não é assim? Sim, ela é assim, mas não há torcida, não há emoção que envolve a paixão e um importante ator, o torcedor. A relação é somente piloto e país, assim terminamos vendo muitos drivers ruins e sem nenhuma técnica guiando carros de paises como Paquistão e Indonésia, por exemplo. Porém, não me importaria em ver um turco pilotando o carro do Galatasaray ou um milanês no bólido do Milan, seria muito mais justo e legal.

Que o próximo ano seja melhor, mais estruturado, com mais provas e com cobertura da TV. Coube ao Sportv mostrar as provas neste ano, mas tomara que com um pouco mais de organização o Speed Channel também se interesse em transmití-la, já que é um canal especializado.



Escrito por PG às 18:58
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Calendário F1

Calendário F1 2009

29/03 - GP Austrália (Melbourn)

05/04 - GP Malásia (Sepang)

19/04 - GP China (Xangai)

26/04 - GP Bahrein (Sakhir)

10/05 - GP Espanha (Barcelona)

24/05 - GP Mônaco (Monte Carlo)

07/06 - GP Turquia (Istambul)

21/06 - GP Inglaterra (Silverstone)

12/07 - GP Alemanha (Nurbruging)

26/07 - GP Hungria (Hungaroring)

23/08 - GP Europa (Valência)

30/08 - GP Bélgica (Spa-Francorchamps)

13/09 - GP Itália (Monza)

27/09 - GP Cingapura (Cingapura)

04/10 - GP Japão (Fuji)

18/10 - GP Brasil (Interlagos)

01/11 - GP EAU (Abu Dhabi)



Categoria: Calendário F1
Escrito por PG às 14:16
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MEMÓRIA DO ESPORTE

SALVADOR - O Blog AemD em parceria com o Bandeira Quadriculada leva a vc, caro amigo leitor, mais uma iniciativa louvável e que valoriza a memória do esporte a motor.

Semanalmente, traremos para vc a biografia de uma grande estrela do passado e do presente.

Não perca!

O 1º nome do nosso projeto coube ao carioca Bob Sharp. Conheça mais este nome que contribuiu para o surgimento e o fomento do automobilismo no nosso país.

BOB SHARP

A partir de 1959, 60 uma nova geração de pilotos se inicia no automobilismo coincidindo com a nacionalização dos carros de corrida no Brasil, começavam a correr e a vencer os automóveis "made in Brasil" nas mãos, principalmente, dos jovens, e também dos não tão jovens assim, pilotos brasileiros.

Bob Sharp fez parte desta nova geração. Não chegou a correr de carretera, mas correu contra, e elas correram até 1971 quando Camilo aposentou sua famosa "18", a última a parar.

Nasceu no Rio de Janeiro em 14 de novembro de 1942. Seu pai, morando no Bairro da Gávea,  tornou-se fã do automobilismo assistindo as provas do "Trampolim do Diabo" da Gávea, paixão esta que os filhos herdaram, tanto que em 1962 com 19 anos, ainda estudante, Bob estreava nas competições numa prova "6 Horas da Barra da Tijuca", de VW 1200cc.

Seu interesse e paixão eram tanto, que para a prova 12 Horas de Interlagos de 1963 - trocou correspondências com uma empresa alemã especializada em motores dois-tempos que lhe enviaram orientações, e, junto com seu parceiro e primo Billy, construíram um escapamento especial para o DKW que aumentava a potência. Mas não terminaram a corrida, pois após a quebra do pé da bomba de gasolina Billy parou na curva do Sargento, mas Ubaldo Cesar Lolli que competia com um FNM/JK, "reestilizou" a traseira do DKW, quebrando inclusive o tal escapamento. Ainda assim tentaram continuar por mais um tempo, mas o consumo aumentou muito e os gases entravam na cabine, tornando impossível prosseguir.

Em provas longas dividiu o carro com pilotos do nível de José Carlos Pace e Marivaldo Fernandes, para citar só os mais famosos. Venceu diversas delas: 1.000 Quilômetros de Brasília; 25 Horas de Interlagos; 6 Horas de Interlagos; 12 Horas de Goiânia, dentre outras.

Sempre foi um piloto muito técnico e interessado, além de rápido, por isso a partir de 1977 começou a colaborar com o Jornal do Brasil e O Globo, ainda no Rio. Após vir para São Paulo em 1978, para onde veio trabalhar na Diretoria Comercial da Fiat Automóveis, começou então a fazer, a partir de 1982, testes e matérias para a revista Autoesporte.

Num programa de entrevistas na TV, Bird Clemente, outra "fera" do automobilismo, disse depois de alguns elogios ao piloto, que dos pilotos daquela safra,"(...) Sharp é o que tem a melhor memória, é uma verdadeira "enciclopédia" do automobilismo daquela época." (se referindo aos anos sessenta).

Passagens da carreira de Sharp:

25/01/1963 - 12 Horas de Interlagos/SP - Com Billy Sharp - DKW Vemag nº 95 - 981cc

18/06/1967 - Campeonato Brasileiro F-Vê  II Etapa - Jacarepaguá/RJ - Aranae-Vê - 1192

14/04/1968 - IV Mil Quilômetros de Brasilia/DF - Eixo Monumental - Com Araken Gomes - DKW Vemag - 981cc

19/04/1970 - VI Mil Quilômetros de Brasilia/DF - Eixo Monumental - Com Milton Amaral - Casari A1/Ford nº 96 - 4440cc

20/04/1975 - XI Mil Km de Brasilia/DF - Autódromo - Com Edgard de Mello Filho - Ford Maverick nº 5 - 4950cc

25/04/1976 - XII Mil Quilômetros de Brasília/DF - Brasileiro Div.1 - 1ª Etapa - Autódromo - Com Paulo Gomes - Ford Maverick nº 5 - 4950cc

30/04/1978 - Campeonato Brasileiro Fiat 147 - Div.1 - Jacarepaguá/RJ - Fiat 147 - 1297cc

07/09/1981 - XI Mil Quilômetros de Brasilia/DF - Autódromo - Com Giuseppe Marinelli/Giuseppe Cavina - Fiat 147 - 1297cc



Categoria: Homenagens
Escrito por PG às 13:49
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Por: LUCAS NERY

Foto: Grande Prêmio

UM TÍTULO MERECIDO

MADRID - O GP do Brasil em Interlagos foi emocionante, digno de uma prova de decisão de campeonato. A corrida teve momentos “chatos”, monótonos que davam a impressão de que tudo terminaria como começou, Massa em 1º, Hamilton em 4º e, consequentemente, campeão mundial. Foi mesmo só impressão. O início com a entrada do Safety Car e, principalmente, o final chuvoso fizeram épica a última prova da temporada 2008.

 

Na largada, os quatro carros que alinhavam em primeiro conservaram suas posições: Massa, Trulli, Kimi e Hamilton. O britânico, entretanto, perdeu a proteção do seu fiel escudeiro, que caiu da 5ª para a 7ª posição antes mesmo de completar o primeiro giro. Sebastien Vettel ultrapassou Alonso e Kovaleinnen, que foi ultrapassado por Alonso. A coisa começou a incendiar para o inglês líder do campeonato; parecia que o filme de 2007 iria se repetir.

 

A profecia de Nélson Piquet (o eterno tricampeão) não funcionou. Melhor dizendo, ele errou na previsão, igual aos metereologistas erraram no clima. No sábado, Piquet havia declarado que Hamilton não passaria da primeira curva. Infelizmente, Piquetzinho não entendeu o recado do paizão e rodou sozinho abandonando prematuramente o seu primeiro GP do Brasil. Ainda na primeira volta, uma trapalhada de Nakajima tirou o veterano escocês David Coulthard do seu último passeio pela F-1. Um desfecho amargo. Daí entrou o SC, com sinais de que algo poderia mudar.

 

Nessa hora, muitos carros resolveram antecipar a entrada nos pits, para reabatecer e trocar os compostos. Massa parou pouco depois da saída do Safety, no 10º giro. Hamilton, logo em seguida, junto com Raikkonnen e Trulli. Espertos foram Alonso e Vettel que fizeram a parada ainda com o SC na pista e assim, pouparam Massa para que ele pudessa ampliar a vantagem na pista. Alonso foi genial, quando à frente de um limitado Kovalleinen, reduziu a velocidade e trancou o finlandês, ditando asssim, o ritmo da corrida, para deixar Hamilton em apuros.

 

Impressionante, estavam todos contra o inglês. Veio a chuva e aí o negócio esquentou de vez. Faltando 8 voltas, os carros foram forçados a ir novamente aos boxes para colocarem pneus de chuva. Hamilton foi um dos primeiros, ao mesmo tempo que Alonso e Kimi. Na volta às pistas, o britânico ainda perdeu a posiçao para Timo Glock, caindo para 5º lugar. Massa pôde fazer a troca com calma voltas depois e ainda voltar com folga para a liderança.

 

Na volta 68 (a três do fim) ocorre aquilo que a torcida brasileira tanto sonhava. Hamilton é ultrapassado por Vettel e cai para 6º. Incrível!!! Mas, na prática quem fez a ultrapassagem foi Robert Kubica da BMW, que andava como retardatário, mas nem se importou em limpar a barra para o inglês, mandou ver. Fez um porta luz sensacional. Daí até o final foi emoção de sobra. Massa cruza a linha de chegada e recebe a bandeira quadriculada. Toda a torcida vibra com ele, os boxes da Ferrari vai à loucura. Ele era o novo campeao de 2008 de F-1.

 

Mas o “coelho” da corrida se chamava Timo Glock, da Toyota. A escuderia optou por não trocar de pneus após o início da chuva. Parece que nao teria problemas, mas teve. Na última curva, o carro do alemão gira e perde tempo. É o suficiente para ser ultrapassado por Vettel e Hamilton, que agradece e comemora o feito inédito. Campeão aos 23 anos de idade. Entra para história e faz-se justiça à sua garra e à sua regularidade, pois esteve à frente durante quase todo o campeonato.



Escrito por PG às 02:49
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