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Por: THIAGO RAPOSO (Blog Café com F1)

Foto: Grande Prêmio
CAMPINAS - A Fórmula 3 britânica já foi considerada o maior celeiro de novos talentos do automobilismo. Apesar de ainda ser muito importante, foi um pouco ofuscada pelo surgimento da GP2 e pela World Series by Renault.
Mas não existem dúvidas de que quem obtiver destaque lá, praticamente carimba o acesso para a GP2 e daí para a Fórmula 1 é apenas um passo.
Mas porque estou dizendo tudo isto? Categoria que já viu Nelsão e Nelsinho, Ayrton e Bruno, Gugelmin e Chico Serra, Barrichello e Gil de Ferran dentre tantos outros estava sem um representante brasileiro nesta temporada. Estava...
Neste fim de semana o piloto Clemente Faria Jr. fez sua estréia na categoria, correndo pela equipe Räikkönen Robertson Racing, do campeão Kimi Räikkönen. O resultado não foi muito bom, mas o que menos importa neste momento é isto. Faltando duas etapas para o fim do campeonato, o piloto precisa se focar em pegar o jeito do carro e da categoria e no ano que vem sim, entrar com força total na briga pelo título. Força Clemente, que você tenha sucesso neste caminho que tantos outros campeões seguiram!
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Escrito por Góis às 13:40
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Por: LUCAS NERY (Valência in-locuo)

Foto: Grande Prêmio
MADRID - Final feliz para Felipe Massa e a torcida brasileira do automobilismo, na estréia do Circuito de Rua de Valência no calendário da F1. As coisas funcionaram bem para Massa desde o sábado, quando ele cravou a pole position e, com uma excelente performance, conseguiu a “devoluçao” da vitória de fato que havia obtido na Hungria. Fez-se, acima de tudo, justiça ao piloto brasileiro.
Valência figurou pela primeira vez como sede do GP da Europa e irá acolher a prova pelos próximos 6 anos. Sair na pole mostrou-se um aspecto fundamental para a vitória de Massa, já que o traçado contém muitas curvas e poucos trechos em que os carros podem ultrapassar os 300km/h. Massa soube tirar proveito dessa vantagem e manteve-se atento e concentrado durante toda a disputa, somente perdendo a liderança duas vezes para Lewis Hamilton, quando foi aos boxes antes dos demais carros, conservando sempre uma pequena diferança, decisisva nas últimas voltas.
Ao final, Massa completou as 57 voltas quase 6s à frente de Hamiton. Robert Kubica, da BMW, completou o pódio. Este aliás acabou refletindo o alinhamento dos carros no grid de largada, justo os três primeiros do sábado. Nas demais posiçoes, Heiki Kovaleinen em quarto lugar, Jarno Trulli na quinta posiçao e Sebastien Vettel na sexta. Os destaques negativos ficaram por conta do campeao Kimi Raikkonen, com problemas no motor poucos minutos depois de uma mal-sucedida parada nos boxes, e do anfitriao Fernando Alonso. Assim como na Catalunha, o bicampeao teve que abandonar a pista, frustrando milhares de fas. Dessa vez com uma “ajudinha” do japônes Nakajima, da Williams, que logo na primeira volta acetou em cheio o fundo do carro do espanhol. Uma lástima, caberia até uma puniçao.
Rubens Barrichello mais uma vez decepcionou com o Honda, esteve lento durante todo o tempo – 16ª posiçao para ele. Nelsinho Piquet só conseguiu terminar na 11ª colocaçao. Ainda falta mais combatividade e audácia ao filho do Nelsao. A sua Renault é superior a muitas escuderias que rodam na frente sem serem ameaçadas. A inexperiencia ainda parece ser sua grande adversária.
O heptacampeao (cinco vezes pela Ferrari) Michael Shumacher foi presença destacada nas oficinas da escuderia italiana durante os tres dias da prova. Ainda nao se sabe muito bem qual a funçao desempenhada, mas tudo sugere que esteja dando ótimos conselhos ao pessoal que monta estratégias para corridas. Experiência confirmada dentro das pistas, tem tudo para ser um trunfo também fora delas.
O Mundial de Construtores aponta agora pequena vantegem da Ferrari sobre a McLaren (121x113). Fácil a conclusao; basta mirar a folga com que a equipe inglesa se impôs nas últimas quatro corridas sobre a inconstante Ferrari. Massa está a 6 pontos de Hamilton (70 x 64), mas agora é vice-líder com 7 pontos sobre o companehiro Kimi. Restando seis corridas, a tendência é a disputa ficar polarizada, devendo Massa chegar na frente do inglês o máximo de vezes, pois só assim será possível a conquista do campeonato.
Escrito por Góis às 13:27
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Por: THIAGO RAPOSO (Blog Café com F1)

Foto: RaceTV
CAMPINAS - Existe uma idéia na cabeça da maioria da população de que o automobilismo brasileiro está morto. Muitos acreditam que existe apenas a Stock Car e a Fórmula Truck, isto porque são duas categorias com transmissão da TV aberta.
O que muitos desconhecem é que existe sim, muito mais além destas duas. Há outras categorias disputadas, que apesar da falta de incentivo, resistem proporcionando belos duelos nas pistas. Seguem firmes, mas nem tão fortes quanto poderiam ser!
Neste fim de semana, por exemplo, dentre várias provas em Interlagos, tivemos mais uma etapa do Trófeu Itaipava Maserati. O campeonato está disputadíssimo, com uma briga acirrada entre Rafael Derani e César Urnhani. É um campeonato acirrado, com vários carros alinhados no grid e emoção de sobra.
E o que falar da Telefônica Speed GT3? Xandy Negrão, Andreas Mattheis, os irmãos Fittipaldi dentre tantas outras estrelas pilotando carrões como Ferraris, Lamborghinis, Porsches, Corvetes, Dooges Viper. Existe ainda a expectativa da estréia do nosso tricampeão Nelson Piquet na próxima etapa.
Há também Porsche GT3 Cup, Fórmula 3 Sulamericana, as categorias de base da Stock (que costumam ser mais disputadas) e outras.
O automobilismo nacional existe com categorias para todos os gostos. Mas é preciso prestigiá-las para que os patrocinadores continuem bancando os campeonatos e que o País continue formando pilotos. Se você não sabe como fazer isto, eu te digo!
Há alguns meses está no ar a Race TV. Um canal de televisão, totalmente dedicado ao automobilismo e que é transmitido pela internet. Além de exibir várias categorias nos fins de semana, ainda mantém programas de entrevistas com pilotos, e muito mais.
Então amigos, se vocês gostam de corridas e querem ver o automobilismo tupiniquim cada vez mais forte, não deixem de entrar e se cadastrar no site para receber informativos sobre transmissões e todas as novidades do canal. Entra lá: www.racetv.com.br.
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Escrito por Góis às 08:45
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Por: RICARDO ALVAREZ [assunto: Energia Cinética]
SALVADOR - Existe uma necessidade premente por parte dos engenheiros de projeto para escolha de sistema de segurança eficazes para o tráfego nas vias em geral.
Sendo a principal preocupação a de fazer com que os esforços, a que sejam submetidos os ocupantes do veículo, se mantenham dentro de limites suportáveis. A proteção contra colisão precisa desacelerar um veículo de tal forma que os ocupantes refreados pelo cinto de segurança possam sobreviver com pouco ou nenhum dano físico.
Em um projeto convencional, a resistência estrutural é o critério básico de projeto. As cargas são impostas analiticamente num esquema estrutural, cujos elementos são escolhidos de modo que as tensões não excedam àquelas permitidas.
O maior desafio é a probabilidade dos ocupantes do veículo sobreviverem à colisão com pouco ou nenhum dano físico.
A tolerância humana à colisão hipotética é projetada com base na desaceleração do veículo. As desacelerações do veículo são julgadas dentro dos níveis de tolerância humana.
O gráfico mostra com clareza que a correspondência entre a velocidade e a energia necessária para parar um determinado veículo não é linear, como tantos ingenuamente pensam. Para diminuir a velocidade de, por exemplo, um carro de 100 km/h a 50 km/h é preciso dispersar 75% da energia cinética inicial, e não 50%. Para provar esta afirmação basta calcular a energia cinética de cada um dos sistemas e subtrair o segundo valor do primeiro. É por isso que temos tantas avaliações erradas dos riscos de acidentes e do espaço necessário para a freada.
O gráfico foi construído utilizando o teorema da energia cinética (EC = 1/2m.v²) e levando em consideração um carro de uma tonelada (1.000 kg).

O carro da fotografia abaixo, por exemplo, possuía, antes da batida, uma energia em razão do movimento - a energia cinética - que depende tanto da massa quanto da velocidade do veículo. Depois do acidente, o carro está parado mas pela Lei da Conservação da Energia, aquela energia cinética não desapareceu, mas se transformou.
O que devemos nos perguntar, é: em quê? Já que a carroceria se deformou e o carro "virou uma sanfona", podemos perceber que uma parte da energia foi "usada" para assumir esta nova forma, através do trabalho das intensas forças de deformação e ruptura; uma outra parte foi dispersa como energia térmica durante o processo de deformação, ao mesmo tempo em que há aquecimento por atrito devido ao deslizamento forçado das partes, umas sobre as outras, por isso que as chapas da carroceria ficam quentes após um acidente. Por fim, a "última" parte dessa energia dissipada atingiu o manequim, que ficou danificado.
Ricardo Alvarez é uruguaio, engenheiro mecânico e ex-piloto profissional.
Escrito por Góis às 09:29
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Por: THIAGO RAPOSO (Blog Café com F1)

Foto: Grande Prêmio
CAMPINAS - Bem amigos... Depois de uma semana em branco devido à inauguração do novo "Café com F1", volto com minha coluna semanal aqui no Automobilismo em Debate.
Como estava devendo, vai aí a segunda parte do balanço de algumas categorias, já que chegamos ao meio do ano.
- Fórmula 1: A categoria máxima encontra-se totalmente aberta e é pura especulação fazer qualquer prognóstico. Vimos um domínio inquestionável da Ferrari nas primeiras corridas do ano, mas como é de praxe, a Mclaren trabalhou no desenvolvimento de melhorias e conseguiu superar a equipe italiana. Porém, vimos no grande prêmio da Hungria que as duas encontram-se equiparadas neste momento e vai ser um campeonato decidido nos mínimos detalhes e quem errar menos deverá levar o caneco. A Mclaren leva uma ligeira vantagem por ter definido o primeiro e o segundo piloto da equipe. Enquanto a Ferrari não fizer o mesmo, muitos pontos serão divididos entre Felipe e Kimi, e eles poderão fazer falta no Brasil.
- DTM: A stock car alemã, que é composta de carros da AUDI e da MERCEDES, está bem equilibrada, mas não disputada. Equilíbrio porque o campeonato está embolado e com quatro nomes com chances de ser campeão: Timo Scheider e Mattias Ekström da AUDI e Jamie Green e Paul di Resta da MERCEDES. Mas não há disputa, pois a cada etapa o domínio muda de mão. Ou só dá AUDI ou só da MERCEDES. Não houve ainda nesta temporada uma corrida em que as duas estivessem bem a ponto de haver uma briga entre elas.
- SUPERBIKE: Na superbike temos um domínio absoluto do australiano Troy Bayliss e dificilmente o título ficará com outro corredor. O único que poderia incomodar Bayliss seria o alemão Max Neukirchner, mas o piloto é muito inconstante e apesar de estar na vice-liderança do campeonato, está 82 pontos atrás do australiano.
- Truck: Faltando quatro etapas para o fim da temporada, temos cinco pilotos na briga pelo título: Geraldo Piquet, Wellington Cirino, Roberval Andrade, Valmir Benavides e Felipe Giaffone. O equilíbrio na categoria é tanto que não me atrevo a indicar um favorito, mas a torcida é para o Piquet, pela simpatia que tenho pela família.
- F3: Nas três Fórmulas 3 que acompanho, a situação é a seguinte:
Sul americana: Quem é que vai parar os carros da Cesário? Pedro Enrique, Leonardo Cordeiro e Denis Navarro estão passeando na temporada 2008. O único corpo estranho no meio é Nelson Merlo da RC3 Bassani que está na terceira posição do campeonato. Européia: O grande favorito ao título é o alemão Nico Hülkenberg, piloto de testes da equipe Williams de F1. Mas no momento ele ocupa apenas a segunda posição no campeonato, um ponto atrás do italiano Edoardo Mortara. Correndo por fora, temos a nova grande promessa finlandesa, Mika Mäki, quatro pontos atrás de Mortara. Inglesa: A quatro etapas do fim da temporada, o principal campeonato de F3 do mundo, quatro pilotos estão com chances de levar o título: O espanhol Jaime Alguersuari que lidera o campeonato com 164 pontos, o mexicano Sergio Perez com 163, o inglês Oliver Turvey com 150 e o nezeolandes Brendon Hartley com 142. A minha torcida fica com o mexicano, que tem uma apoio muito grande da Telmex para levá-lo até a F1.
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Escrito por Góis às 09:00
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Por: LUCAS NERY (direto de Madrid)

Foto: Grande Prêmio
MADRID - Por pouco, muito pouco, Felipe Massa nao venceu o GP da Hungria. O que caminhava para ser a celebraçao da quarta vitória na temporada e a retomada da liderança no Mundial de Pilotos virou “tragédia” em uma fração de segundos. Azar do brasileiro ou excesso de sorte dos seus concorrentes, a verdade é que nao dá para fugir dos fatos e Massa termina sem pontuar em um momento importante da temporada.
A corrida em Hungaroring fica maracada principalmente pela largada e pela quebra da Ferrari de Massa. Logo na saída, o bote, em uma das largadas mais sensacionais já vistas no automobilismo. Difícil um piloto saltar de terceiro para primeiro na hora da largada com os carros todos emparelhados. Apesar de uma certa ingenuidade de Lewis Hamilton, nao tem como tirar os méritos de Massa que havia afirmado no dia anterior ser melhor largar em terceiro que em segundo para evitar o lado sujo da pista que muito atrapalha o arranque dos carros.
A corrida teve ritmo lento, com poucas ultrapassagens e perseguiçoes. O calor acabou se tornando o grande responsável pelos poucos momentos de surpresa, como na hora em que os pneus da McLaren de Hamilton abriu buracos devido ao atrito com o asfalto, obrigando o piloto inglês a fazer uma parada para trocá-los. Exatamente nesse instante Heikki Kovalainen assumiu a segunda posiçao, atrás somente de Felipe Massa. Mal dava para prever que a três voltas do fim, o motor do carro de Massa iria estourar, convertendo a primeira vitória na carreira do finlandês em um autêntico presente.
Além da quase perfeita corrida de Felipe (só faltou a vitória), Timo Glock teve uma brilhante jornada e chegou em segundo lugar, após ter largado em quinto. As duas Renault conseguiram pontuar, com as quarta e sexta posiçoes de Fernando Alonso e de Nelsinho Piquet. Já é a terceira corrida que o estreante, filho do tricampeao mundial, marca pontos, confirmando seu melhor entrosamento com o carro. Hamilton terminou em quinto e Kimi Raikkonen, em terceiro, acabou salvando o fim de semana da Ferrari.
Massa perdeu, mas saiu de pé e com a cabeça erguida. Mostrou personalidade e que tem condiçoes de brigar pelo título. A verdade é que sua situação se complica um pouco mais. O abandono o tirou da liderança, está a oito pontos de Hamilton e atrás de Raikkonen, na terceira colocaçao geral. Se vencesse a história seria outra, o desespero mudaria de lado. Mas é o brasileiro que tem que correr atrás dos outros agora. Vamos aguardar o GP da Europa.
O real motivo da quebra do motor da Ferrari é uma incógnita. O superaquecimento do asfalto ou a forçada de Massa quando a corrida já estava ganha; enfim, tudo é ainda muito discutível. Fato é que a Ferrari a algumas corridas vem sendo criticada no quesito engenharia/mecânica, pela falta de um maior acerto e equilíbrio nos motores e na configuração do carro para a pista. Tanto que a McLaren é apontada como a melhor escuderia no atual momento. Estranha é a rapidez com que as coisas mudam na F1.
Massa deve ter paciência nesse momento e preocupar-se em somar pontos nas próximas corridas. Faço alusao a um comentário que li há pouco em um blog de automobilismo, que dizia que na F1 atual nao basta ser veloz e ousado, deve-se acima de tudo ser burocrata. Será por isso que Raikkonen é o atual campeao mundial, mesmo nao sendo tao veloz? Deixo essa reflexao para os amigos leitores.
Escrito por Góis às 09:02
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