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Afinal, o título de Kimi Raikkonen é inquestionável, justo, oportuno e foi ganho na pista como realmente deve ser.
A temporada 2007 foi marcada por surpresas e mais surpresas. Todos apostavam suas fichas no tricampeonato de Fernando Alonso sem maiores dificuldades. Hei que surgiu a fera Lewis Hamilton - o orgulho inglês - para apavorar o espanhol e deixar os amantes da FI atônitos. Atônito mesmo ficou Fernando, atônito e descrente! Tanto que começou a chiar de possíveis preferências dentro da McLaren até a última corrida.
E a McLaren? O velho Bruce deve estar se remexendo no túmulo numa hora dessas. É impressionante e vergonhoso acreditar que tenha se valido de forma criminosa de projetos e mais projetos da Ferrari em um caso digno a Sherlock Holmes ou Agatha Cristie. O caso de espionagem foi apenas o estopim da fogueira de vaidades existente dentro do time britânico.
Enquanto isso, o nórdico patinho feio se manteve austero. Chegaram a apontá-lo como segundo piloto logo no início do ano. Achei estranho. Mas, sempre acreditei que Felipe Massa retratava melhor o espírito dos tiffosi e o calor que emanam em dia de grande prêmio. Porém, não de só calor, não só de técnica, não só de raça faz-se um campeão, tem que ter sorte!
Sorte que nunca acompanhou Kimi desde seus anos de Sauber até a McLaren. Contudo, os deuses do automobilismo lhe reservaram uma virada sensacional na última corrida em Interlagos. É difícil acreditar que ocorreria, mas não seria impossível nem mesmo inédito - vide Prost em 1986. E aconteceu!
Alonso não teve carro para seguir as Ferrari e Lewis decepcionou. Reservou todas as lambanças imagináveis e inimagináveis para as duas últimas corridas do ano. Na China, praticamente jogou fora seu título rodando na entrada dos boxes. Já no Brasil cometeu um erro de principiante apertando (acredito nesta versão - olhem o vídeo acima) o botão N - de neutro - desligando o carro na saída da curva.
A Ferrari não teve nada haver com isso e mandou seus pilotos trocarem de posição durante a última parada nos pits. Massa deixou de ganhar pela segunda vez em casa, e, fez um campeão.
Hamilton é novo e ainda terá no mínimo mais doze anos pela frente. Tempo suficiente para aprender e tornasse maior que as lendas Michael Schumacher, Juan Manoel Fangio, Ayrton Senna, Nelson Piquet, Alan Prost e tantas outras.
Tudo começou na segunda metade da década de 20. Quando a cidade de São Paulo dava início a sua urbanização, um dos primeiros grandes projetos partiu da empresa Auto-Estradas S.A. (AESA). Dirigida por Louis Romero Sanson, um engenheiro inglês, a construtora civil visou a construção do bairro Balneário Satélite da Capital, que ficaria localizada entre as represas de Guarapiranga e Billings.
Para fazer o projeto andar, Sanson chamou o urbanista francês Alfred Agache, que inclusive havia encabeçado um Plano de Remodelação, Expansão e Embelezamento do Rio de Janeiro. A idéia era construir um grande estádio, avenidas, lagos para competição de iatismo e, claro, um autódromo.
Logo que chegou e viu o local, o francês lembrou de uma cidade suíça, Interlaken, motivo que levou ao nome do bairro ficar denominado de Interlagos. Porém, o ambicioso projeto de Sanson precisou ser interrompido, principalmente pela quebra da bolsa de Nova York, em 1929, que afetou diretamente o Brasil, sem falar nas revoluções de 30 e 32.
Apesar do momento delicado enfrentado pelo mundo, o automobilismo sempre esteve muito presente na vida dos brasileiros. O primeiro evento internacional de corrida no Brasil aconteceu em 1933, com a realização do Grande Prêmio Internacional da Cidade do Rio de Janeiro, no circuito da Gávea. Três anos depois, o mesmo evento aconteceria na cidade de São Paulo, e um acontecimento trágico marcaria a prova: a piloto francesa Hellé-Nice, depois de perder o controle de seu Alfa Romeu, atropelou o público, deixando quatro mortos e mais de 30 feridos.
Diante do grave fato, Eusébio de Queiroz Mattozo, então diretor do Automóvel Club do Brasil, entrou em contado com Sanson e pediu urgência na construção de um autódromo, procurando dar mais segurança aos evolvidos com automobilismo - já uma realidade no país.
Não demorou muito, e depois de dois anos de pesquisa, em 1938, foi dado início a construção do circuito, que ficaria pronto no final de 1939, com sua longa extensão de 7.960 metros. Apesar de não ter toda infra-instrutora devidamente pronta, o circuito acabou aprovado pelo Automóvel Club do Brasil, afinal o país estava carente de um lugar adequado para corridas de automóveis.
Previsto para ser inaugurado ainda no ano da conclusão das obras, fato não ocorrido devido as fortes chuvas na cidade, o autódromo de Interlagos foi aberto pela primeira vez no dia 12 de maio de 1940, quando foi realizado o 3º Grande Prêmio Cidade de São Paulo, vencido por Nascimento Júnior, seguido por Chico Landi e Geraldo Avellar. Neste ano aconteceu também uma prova de moto. Um público de aproximadamente 15 mil pessoas participou da festa.
A primeira corrida internacional na pista de Interlagos aconteceu em 30 de março de 1947, com o carros da Grand Prix, categoria que antecedeu o início da Fórmula 1, em 1950.
Exatamente dez anos depois, em 1957, a pista foi divida em um anel externo, reservada para corridas de alta velocidade, e outro mais bem desenhado. Os anos seguintes foram marcados por provas nacionais e internacionais, mas sem muito fomento.
Mais dez anos se passaram e chegamos a 1967, quando o autódromo foi fechado para reforma, já visando receber uma grande categoria. Reinaugurado em 1970, o circuito estava pronto e atendia às exigências para que uma prova de Fórmula 1 acontecesse na pista brasileira. No primeiro ano da maior categoria da velocidade, em 1971, a prova não valeu pontos para o campeonato e foi vencida pelo argentino Carlos Reutemann.
O sucesso ficou provado e a pista entrou definitivamente no calendário da categoria. No ano seguinte, no dia 11 de fevereiro de 1972, um momento marcante aos brasileiros: no ano do primeiro título, Emerson Fittipaldi vence o GP Brasil.
Ainda na década de 70, em 1978, o GP Brasil foi disputado no recém reformado autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Porém, o evento voltaria a São Paulo no ano seguinte. Em 1980, no entanto, a falta de recursos financeiros tirou o GP novamente da capital paulista, e nos anos seguinte passou a ser disputado no Rio de Janeiro, até 1989.
Durante o período em que a prova ficou no Rio de Janeiro, o autódromo de Interlagos recebeu algumas categorias menores e passou por pequenas reformas. Em 1985, ele foi batizado de Autódromo Internacional José Carlos Pace, em homenagem ao piloto brasileiro falecido em um acidente aéreo em 1977.
O mesmo problema de falta de verba fez o Rio abrir mão da Fórmula 1. A prefeita de São Paulo na época, Luiza Erundina, ao lado do então presidente da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), Piero Gancia, conseguiram fazer com que a prova voltasse a Interlagos. O circuito passou por grandes reformas, com novas áreas de pits, nova torre de controle e o traçado, que foi encurtado para 4.325 km – atual.
A pista voltou definitivamente ao circuito paulista em 1990, e foi vencida pelo francês Alain Prost. Depois disso não deixou mais o circo da F1 e anualmente passa por reformas de manutenção, com um custo em torno de 20 milhões de reais.
A demora para definir o Pacto da Concórdia provavelmente vão levar a Prodrive a não alinhar no grid da F-1 em 2008. E quem admite tal situação é o próprio grupo de David Richards.
Ontem, o site "autosport.com" havia informado que as conversas entre McLaren e Prodrive haviam fracassado e que o grupo de Ron Dennis não mais forneceria seu chassi completo para o novo time. Que, em resposta à matéria nesta quarta (10), afirmou que era inverídica a afirmação de que houve um fracasso no acordo.
"Tanto a McLaren quanto a Prodrive concordaram, por algum tempo, na maneira em que prepararíamos 'a 12ª equipe' a tempo para a temporada 2008. Mas nós passamos o prazo que havíamos imposto para garantir um começo competitivo e profissional para o ano que vem", confessou a escuderia. "O atraso em confirmar nosso acordo com a McLaren foi criado por um desafio à nossa entrada no Mundial como um não-Construtor."
De fato, o que Bernie Ecclestone não consegue resolver com as equipes é o que definir como Construtor no novo Pacto. A Williams se opôs ao ingresso da Prodrive e levou a FIA de Max Mosley a convocar a Corte de Apelações, e no próximo dia 25 haverá a decisão em reunião em Londres.
"Enquanto permanecemos confiantes de que a questão a curto prazo do mérito de correr em 2008 será resolvido a nosso favor, fica a questão da estabilizade a longo prazo para ser respondida. É opinião da Prodrive que a visibilidade financeira de uma nova equipe não seja possível até que um acordo seja feito em um Pacto da Concórdia revisado", continuou o time.
"Seria, portanto, totalmente irresponsável empregar todo um grupo para manter uma nova equipe ou se comprometer a obrigações financeiras enquanto todas estas incertezas não forem resolvidas. Enquanto isso, vamos considerar todas as outras alternativas para 2008", finalizou.
A Williams confirmou, nesta terça-feira (9), Kazuki Nakajima como substituto de Alexander Wurz, que anunciou sua aposentadoria, no GP do Brasil. Será a estréia oficial do japonês na F-1, que havia participado de cinco sessões de treinos livres e pilotou o FW29 por mais de 7.000 km em testes durante o ano.
Para Nakajima, a oportunidade foi fruto de todo o seu trabalho durante a temporada, seja em testes ou correndo na GP2. Ele se disse muito agradecido à equipe pela chance e promete aproveitá-la ao máximo.
“Esta é uma oportunidade que pretendo agarrar com minhas duas mãos e recompensar a confiança que a equipe tem em mim com uma grande performance.” - falou o filho da lenda japonesa.
Porém, Frank Williams afirmou que a escolha para a última prova do campeonato não significa que o japonês será um dos pilotos da escuderia em 2008, mesmo que ele faça uma ótima corrida.
Nico Rosberg é o nome da McLaren caso Fernando Alonso pegue o boné e deixe a equipe que definitivamente não mais o apóia depois do GP do Brasil. A confirmação veio do jornal espanhol "Marca" nesta quarta-feira (10).
Informou o jornal que Dennis encontrou-se com Frank Williams no fim de semana do GP da Itália e fez uma série de perguntas sobre Rosberg, mostrou-se muito satisfeito e propenso a tirá-lo do time de Grove. Williams teria assdiado com uma contraproposta: Alonso em troca.
Sebastian Vettel é a segunda opção da McLaren principalmente por seus feitos nos GPs do Japão e da China.
Não chega a ter a importância do destino de Fernando Alonso, mas o futuro de Ralf Schumacher também tem ganhado destaque na imprensa. Se depois do anúncio de sua saída da Toyota chegaram a indicar que vai se transferir para a Spyker, o piloto apontou que pode ir parar na Super Aguri.
O alemão falou indiretamente à revista "Autosport" desta semana que pode pegar a vaga de Anthony Davidson na equipe de Aguri Suzuki. "É muito cedo para dizer", declarou quando perguntado se poderia falar em que lugar estará em 2008. "Estamos ainda conversando, mas minha confiança sobre estar na F-1 não mudou ainda. Será terrível para os ingleses, mas...", deixou no ar.
Se na semana passada, em Fuji, a batida em Mark Webber impediu Sebastian Vettel de alcançar um resultado inédito para Toro Rosso, neste domingo (7), aos gritos pelo rádio com a equipe, o jovem alemão ao cruzou a linha de chegada na quarta colocação e definiu a prova chinesa como “fantástica”.
Vettel, que largou em 17° após ser punido com a perda de cinco posições no grid, afirmou que devolveu na pista a punição que sofreu no sábado.
"A largada foi difícil. O spray de água era intenso e pista estava muito escorregadia. Mas consegui algumas ultrapassagens”, contou o alemão.
“Depois que passei o (Heikki) Kovalainen, fiquei com pista livre e iniciei um bom ritmo de prova. Trocamos os pneus no momento em que a chuva voltou, mas como foi rápida, não atrapalhou nosso rendimento. Como sabia que Jenson Button precisava parar novamente, não me preocupei”, explicou.
“As últimas 20 voltas foram inacreditáveis, pois tinha controle total da prova e pude poupar o carro. Acho que me vinguei na pista da punição que sofri ontem."
A decisão de daqui a duas semanas em Interlagos, com três pilotos aspirantes a campeão, será histórica. Corridas finais com três postulantes ao título são raras na história da F-1. Em 57 temporadas, o fato só aconteceu outras nove vezes.
A última delas havia acontecido em 1986, quando Nigel Mansell, Alain Prost e Nelson Piquet chegaram a Adelaide para definir o título da temporada. O francês levou a melhor.
O curioso é que, na maioria das vezes, os pilotos que chegaram à ultima etapa liderando o campeonato não terminaram o ano como campeões. As exceções foram em 1951 (Juan Manuel Fangio), 1959 (Jack Brabham), 1968 (Graham Hill) e 1974 (Emerson Fittipaldi). Nas outras decisões, em 1950, 1964, 1981, 1983 e 1986, o título ficou com os desafiantes. Bom sinal para Fernando Alonso, já que o segundo colocado venceu quatro vezes. Para Kimi Raikkonen, o único consolo está no que aconteceu em 1950. Foi a única vez em toda a história que o campeão, Giuseppe Farina, era apenas o terceiro colocado até a última corrida.
Em um comunicado oficial nesta segunda-feira (8), Alexander Wurz anunciou sua retirada imediata da F-1. O austríaco não disputará a etapa final da temporada 2007, em Interlagos, no Brasil.
"Gostaria de anunciar minha retirada da F-1 e agradecer minha família, meus fãs, a Williams e os times por onde corri, assim como a imprensa pelo apoio em minha carreira", afirmou o piloto de 33 anos.
Wurz estreou na categoria em 1997, substituindo o compatriota Gerhard Berger no GP da Inglaterra pela Benetton e conquistando seu primeiro pódio com o terceiro lugar. O piloto repetiu o feito em 2005, no GP de San Marino, pela McLaren e na corrida deste ano no Canadá
"Em um ambiente difícil como o da F-1, sempre mantive a idéia de que, se há alguma dúvida, é hora de parar. Comecei a pensar assim no começo do ano e decidi que agora era a hora de abandonar."
Wurz não descarta a função de conselheiro na categoria e cogita a participação em algumas corridas tradicionais, como Le Mans. "Estou animado para o futuro e a oportunidade de passar meu conhecimento e habilidade na F-1. Temos algumas conversas acontecendo", disse.
A Williams anunciará o substituto do austríaco nesta terça-feira. Kazuki Nakajima, piloto de testes, tem grandes chances de assumir a vaga, só que não é descartada a chance de Nelsinho Piquet estrear em casa pelo time inglês.
O velho campeão Jaques Villeneuve surpreendeu mais uma vez. Enquanto sozinho, disse para que veio. Na qualificação alcançou o 6º posto entre os mais de 50 carros que tentaram se classificar neste último fim de semana em Talladega/USA.
Porém, de forma bondosa, resolveu abdicar desta posição e largou em último para não atrapalhar os demais competidores, já que estava debutando e não conhecia bem a dinâmica da Nextel Cup. Não fez feio. Terminou a corrida em 21º e a frente de veteranos. Acho que ouviremos muito o nome do ex-campeão de F1 em 2008. Serão divertidos seus embates com Montoya, Hornish Jr., Franchitti e outros advindos dos monopostos.
Mais uma vez um dilúvio deverá cair em um GP. Agora é na China. O furacão Krosa, de intensidade 4, deverá atingir Xangai neste domingo.
Uma equipe de ponta da F1 informou que seu serviço meteorológico trabalha com a possibilidade do fenômeno alcançar a costa chinesa às 17h, horário local, ou seja, um pouco após o término do grande prêmio.
Em 2004 os treinos do GP Japão foram cancelados devido a ameaça de um furacão.
Desta vez, todos no paddock questionam o nome da aberração - o chamam de Hamilton.
Após conquistar o título da GP2, Timo Glock afirmou que está negociando a sua volta para F-1. De acordo com o alemão, existem conversas com três equipes.
Com a saída de Ralf Schumacher da Toyota, Timo é indicado como o favorito para assumir a vaga na escuderia japonesa, mas a Williams também entrou na disputa.
“Existem detalhes que precisam ser esclarecidos, mas não são muito difíceis para resolver”, afirmou Glock, que deu um prazo para que seu retorno à F-1 seja acertado. “Eu espero uma decisão final até a última prova da temporada, no Brasil”, disse.
A cisão da McLaren seria a resolução dos problemas entre Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Segundo a agência de notícias espanhola "EFE", a venda da equipe inglesa para a Mercedes e a transferência de parte do atual grupo para a Prodrive, incluindo o inglês, é uma ação estudada na sede em Woking e só depende da publicação do novo Pacto da Concórdia.
O provável campeão desta temporada continuaria chefiado por Ron Dennis, que deixaria Alonso para trás e levaria consigo o diretor-executivo Martin Whitmarsh.
A solução também atenderia os anseios do Banco Santander, um dos principais patrocinadores da McLaren. Instituição espanhola, ficaria atada ao bicampeão e faria emergir o Abbey Bank, de sua propriedade.
A F-1, então, não espera uma decisão de Alonso, mas sim a "promulgação" do Pacto da Concórdia, que, além de determinar os acordos econômicos das escuderias, vai definir o conceito de "Construtor". O problema não conseguiu ser resolvido durante a temporada 2007, com a Spyker acusando Super Aguri e Toro Rosso de usar os mesmos carros de Honda e Red Bull, respectivamente.
A Prodrive havia previsto um anúncio oficial em julho, mas a demora desta resolução tem atrasado seus planos. Richards vai se utilizar do carro que a McLaren — ou Mercedes — fizer para 2008. Não pontuar como as demais equipes no ano que vem seria um revés neste planejamento.
Pedro de la Rosa, que despontava como piloto certo da Prodrive, ficaria pelos lados da Mercedes como "segundão" do time. E deixaria Alonso, como bem quer, com status de número 1.